Bandas

Publicado em: 16/09/2021

RUSH

Partes iguais Led Zeppelin, Cream e o King Crimson, o Rush saiu do Canadá no início da década de 1970 com um dos sons mais poderosos e bombásticos da década. Seu "magnum opus" de 1976 2112 representa o rock progressivo em suas alturas grandiosas, mas apenas meia década depois eles tiveram a coragem de colocar canções épicas de lado em favor de músicas mais curtas (mas não menos dinâmicas) como Tom Sawyer e The Spirit of Radio que permanecem em constante rotação no rádio até hoje. Absolutamente intransigente em todas as formas concebíveis, o trio passou os últimos 40 anos cultivando a maior base de fãs cult do rock enquanto ainda consegue vender ingressos nas arenas ao redor do mundo.

OS PRIMEIROS DIAS
O Rush foi formado em agosto de 1968 no bairro de Willowdale, em Toronto. A formação original incluía Alex Lifeson no violão, Jeff Jones no baixo e John Rutsey em bateria. Jones foi logo substituído por Geddy Lee, e, em 1974, após o lançamento do álbum de estreia do grupo, Rutsey saiu e foi substituído por Neil Peart. Essa formação com Lee nos vocais, baixos e teclados; Lifeson na guitarra, e Peart na bateria - tem se mantido estável ao longo dos anos.

O grupo tocou na cena de Toronto por alguns anos e, em 1973, lançou seu primeiro single, um cover de "Not Fade Away", de Buddy Holly. O disco não foi bem, e a banda decidiu formar sua própria gravadora, Registros lunares. O grupo lançou seu primeiro álbum, Apressar-se, em 1974. O álbum não estava se me daparando muito bem até uma estação de rádio de Cleveland, WMMS (100,7 FM), adicionou a canção "Homem trabalhador", para sua playlist. O álbum foi então pego por Mercury Records nos EUA, e as vendas começaram a disparar.

AVANÇO
No ano seguinte, Rush lançou dois álbuns, Fly by Night e Caress of Steel. O grande avanço do grupo veio no ano seguinte com o lançamento do álbum 2112. O álbum apresentava uma faixa-título de 20 minutos dividida em sete seções. Foi platina no Canadá, e Rush pegou a estrada, excursionando pelos EUA e Canadá. A turnê culminou com um stand de três noites em Massey Hall em Toronto. O grupo gravou os shows e lançou seu primeiro álbum ao vivo, All the World's a Stage, em 1976.

Rush então se recompôs e foi para o Reino Unido, onde a banda gravou seus dois próximos álbuns, de 1977 A Farewell to Kings e 1978 Hemispheres no Rockfield Studios no País de Gales. A música desses dois álbuns se aventurou mais na direção do rock progressivo.

"À medida que nossos gostos ficaram mais obscuros, descobrimos bandas mais progressivas baseadas em rock como Yes, Van der Graaf Generator e King Crimson, e fomos muito inspirados por essas bandas", disse Lee. "Eles nos fizeram querer tornar nossa música mais interessante e mais complexa, e tentamos misturar isso com nossas próprias personalidades para ver o que poderíamos encontrar que era indiscutivelmente nós." 

Popularidade rush continuou a subir, e em 1980, com o lançamento de Permanent Waves, o grupo se tornou uma das bandas de maior sucesso do mundo. O álbum marcou uma mudança no som do grupo. As músicas eram mais curtas, e as influências do grupo agora incluíam reggae e New Wave. Ondas Permanentes chegaram ao Top 5 nos EUA

MOVING PICTURES
No ano seguinte Rush lançado Moving Pictures. Esse álbum alcançou o número três e vendeu mais de quatro milhões de cópias.

Com o lançamento de Signs em 1982, o som de Rush sofreu mais uma mudança. Sintetizadores estavam agora na vanguarda da música do grupo. Além disso, o álbum incluiu o único single top 40 do Rush nos EUA New World Man. O álbum também ampliou o uso da banda de ska, reggae e funk.

Durante o resto dos anos 80, a banda manteve um perfil um pouco mais discreto, não gastando tanto tempo na estrada. Mesmo assim, seus álbuns continuaram a ser ouro ou platina.

Com o álbum de 1989 Presto, Rush mais uma vez começou a enfatizar a guitarra em vez de teclados. A transição do sintetizador para o violão continuou com os anos 1993 Counterparts e 1996 Test for Echo. Depois de uma turnê para apoiar o último álbum, Rush começou o que equivalia a um hiato de cinco anos em 1997. A demissão foi provocada por tragédias pessoais na vida de Peart.

O RETORNO
A banda voltou ao estúdio e lançou um novo álbum, Vapor Trails, em 2002. Pela primeira vez desde os anos 70, Rush não usou um único sintetizador, órgão ou outro teclado no álbum.

Para comemorar seu 30º aniversário, Rush lançou Feedback, um EP de estúdio, em junho de 2004. A gravação contou com covers de Rush de oito músicas de alguns dos artistas que influenciaram o grupo, incluindo Cream, o Quem e o Yardbirds. A banda também pegou a estrada no verão de 2004, fazendo shows de aniversário nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, Suécia, República Tcheca e Holanda.

Rush continuou gravando e excursionando, lançando os álbuns Snakes & Arrows em 2007 e Clockwork Angels em 2012.

O grupo também lançou um álbum ao vivo, Time Machine 2011: Live in Cleveland, em 2011. O álbum foi gravado em 15 de abril de 2011, na Quicken Loans Arena em Cleveland, Ohio.

Conjunto de caixas R40
Após este lançamento, o box set R40 foi anunciado e lançado em 11 de novembro de 2014. Este lançamento comemorou o 40º Aniversário do lançamento do álbum de estreia autointitulado da banda.

Aproximadamente um ano depois, em 2015, Rush então embarcou na R40 Live Tour, mostrando o valor do material da década. Após esta turnê foi lançado um DVD/Blu-Ray intitulado R40 Live. Durante este mesmo ano, a Universal Music Enterprises iniciou sua própria celebração do 40º Aniversário da banda, reemitindo todos os álbuns rush no catálogo de Mercury, em ordem cronológica.

Avançando para o final de 2016 e 2017 e mais dois lançamentos importantes do Rush foram anunciados: o Time Stand Still Documentary (perfil do R40 Live Tour) e 2112 40th Anniversary. Este último lançamento foi lançado em vários formatos para celebrar o 40º Aniversário do icônico álbum 2112 de Rush. Os formatos lançados incluem 2CD/DVD, 3LP e
Super Deluxe.

Site: Rush.com | Official News and Information about the Legendary Rock Band Rush




Publicado em: 16/09/2021

IRON MAIDEN

IRON MAIDEN

Surgida no natal de 1975, na Inglaterra, a banda Iron Maiden foi pioneira do New Wave of British Heavy Metal [N.W.O.B.H.M. – Nova Onda do Heavy Metal Britânico, em tradução livre], movimento musical que serviu de resposta para a ascensão das bandas punks que estavam enterrando os ícones do hard rock. Além do Maiden, a N.W.O.B.H.M. apresentou pra turma da camisa preta gente do calibre de Def Leppard, Saxon, Judas Priest, entre outras lendas.

Iron Maiden, uma banda que dispensa quaisquer apresentações 

Veja aqui um dossiê sobre o Iron, um dos nomes mais importantes da música feita nos séculos XX e XXI. Com seus quase 45 anos ininterruptos de trajetória, o Maiden vem construindo um legado que é exemplo a ser seguido em várias frentes. Pra começar, a banda é formada por seis músicos detentores de alta capacidade técnica. Além disso, os caras também dão lições de empreendedorismo, inovação e cultura.

Para me ajudar a contar um pouco dessa história tão ímpar, convidei meu amigo Alexandre Timoteo, redator do Iron Maiden Brasil Notícias. Do lado de cá da Linha do Equador, trata-se da fonte mais bem informada sobre a banda. Ficou curioso para conhecer mais sobre a banda? Então, continue por aqui e confira o conteúdo que iremos te aplicar:

Se ajeite por aí e aproveite a sua épica jornada para desbravar um dos capítulos mais emblemáticos do metal.

O significado do nome Iron Maiden

O nome Iron Maiden [donzela de ferro, ao pé da letra] vem de um instrumento de tortura medieval usado para punir traidores, hereges e criminosos de todos os tipos. Era uma caixa de ferro, com o formato semelhante ao corpo de uma mulher, ou donzela.

Essa verdadeira máquina do terror aparece no filme O Homem da Máscara de Ferro, baseado na obra do romancista francês Alexandre Dumas. Na frente, duas portas se abriam para que o condenado entrasse de costas e recebesse o abraço da donzela.

Como não poderia ser diferente, a punição era bem dolorosa. Veja bem: do lado de dentro das duas portas havia alguns objetos de ferro, com as pontas afiadíssimas. Na hora em que as portas da caixa eram fechadas, os objetos metálicos lentamente começavam a abrir buracos nos órgãos vitais, até penetrar completamente no corpo do sentenciado.

Ah, não posso deixar de comentar que, ao menos lá no Reino Unido, iron maiden também é uma espécie de gíria para designar uma mulher exigente e severa.

A música mais famosa do Iron Maiden

Eis uma questão bastante subjetiva, ou seja, depende de qual perspectiva seguir para fazer essa análise. Pensando na frieza dos números, o ideal é analisar sob a ótica dos serviços de streaming. A seguir, você confere o ranking do Maiden nas principais plataformas e serviços de música.

Serviço                                               Música                                    Quantidade de views ou plays
Spotify                                                The Trooper                            128.612. 993
YouTube                                             The Trooper                               92.359.584
YouTube Oficial da banda               The Number Of The Beast       34.780.749
Cifra Club                                           Fear of the Dark                          1.663.675
Letras.mus.br                                    Fear of the Dark                          1.488.244

Com base na tabelinha acima, não tem como negar que The Trooper é a música mais famosa do Iron Maiden. Composta por Steve Harris, essa faixa faz parte do álbum Piece of Mind, de 1983.

Ah, e por falar em sucesso nas plataformas digitais, você ficou sabendo que o Brasil é o país que mais ouve Iron Maiden no YouTube? Além disso, segundo o Spotify, em território brasileiro, observou-se um aumento de 119% nos streamings das músicas do Iron. Esse up todo roou durante o período do Rock in Rio 2019.

5 curiosidades incríveis sobre o Iron Maiden

Com quase 45 anos de carreira, o Iron Maiden deixou de ser uma banda e tornou-se uma instituição musical. E claro, tem uma linha do tempo recheada de fatos e eventos interessantes. Muitos deles já foram abordados em biografias oficiais, mas há tantos outros pouco conhecidos da grande maioria dos fãs. Então, resolvi trazer alguns desses casos um tanto obscuros.

1. Havia outros “Iron Maiden” na época
Um deles inclusive é mencionado por Steve Harris, no DVD Early Days, na história do telefonema pedindo que o baixista trocasse o nome da banda por já existir uma homônima.

Ainda existia o power trio The Bolton Iron Maiden, que durou de 1970 a 1976. Nos Estados Unidos também existiu, nos 70’s, uma banda chamada The Iron Maidens, composta apenas por mulheres.

2. Paul Day era tão excelente vocalista quanto Bruce Dickinson
Não confundam! Não estou falando de Paul Di’Anno, mas sim de Paul Mario Day, vocalista do Iron Maiden entre 1975 e 1976. Segundo a história oficial, a fria presença de palco fez com Paul Day fosse demitido do posto. De acordo com Harris, “apesar de ser um vocalista competente, Day não tem energia ou carisma suficiente no palco”.

Contudo, dizer que Paul tinha uma boa voz é pouco para o talento do cara. Entre o final dos 70’s e meados dos dos 80’s, ele cantou nas bandas More, que inclusive chegou a abrir para o Maiden, Wildfire e Sweet.

3. Havia um segundo guitarrista no Soundhouse Tapes
Em 31 de dezembro de 1978, a banda entrou em estúdio para a gravação de sua primeira demo tape. De acordo com a história oficial, a formação foi Paul Di’Anno (vocais), Dave Murray (guitarras), Steve Harris (baixo) e Doug Sampson (bateria).

Mas anos depois foi comprovada a participação de um segundo guitarrista, um cara chamado Paul Cairns, no projeto. Na foto abaixo, você confere um raro registro dos cinco membros que gravaram a fita juntos.

O Iron Maiden na época das gravações da Soundhouse Tapes, sua primeira demo

A partir da esquerda: Dave Murray, Paul Di’Anno, Paul Cairns, Steve Harris e Doug Sampson (Foto/Internet)

Cairns não ficou na banda devido a descoberta de um problema na coluna, que o impossibilitava de tocar, mas a razão de Steve não mencioná-lo como parte do time que gravou a demo permanece um mistério.

4. Bruce Dickinson foi contratado com Paul Di’Anno ainda na banda
Steve já estava de olhos e ouvidos em Bruce desde 1979, quando o Iron Maiden e o Samson [banda que Dickinson cantoava antes de entrar pro Iron] tocaram na mesma noite no Music Machine Festival. Com os vacilos de Paul Di’Anno, que vivia sem voz ou de ressaca, os shows começaram a perder qualidade e a banda se viu na obrigação de ir atrás de um substituto.

O convite oficial rolou no dia 29 de agosto de 1981, logo após a apresentação do Samson, no Reading Festival. Nos bastidores, o empresário da banda, Rod Smallwood, se reuniu com Bruce Dickinson e formalizou o convite. Menos de uma semana depois daquele encontro, Bruce e o Iron Maiden começaram a trabalhar em estúdio. Isso tudo com Di’Anno ainda no posto de vocalista, haja vista que seu último show com a banda aconteceu em 10 de setembro, na Dinamarca.

5. Brave New World tem heranças da era Blaze Bayley
Os retornos de Bruce Dickinson e Adrian Smith foram celebrados em 1999. O álbum Brave New World, o primeiro dessa nova era, foi lançado em 2000. O detalhe é que algumas músicas do disco são sobras de Virtual XI, inclusive com as “impressões digitais” do ex-vocalista Blaze Bayley.

De acordo com várias entrevistas do cantor, a faixa Blood Brothers foi coescrita por ele. Nomad, Dream Of Mirrors e The Mercenary também são dessa época.

Eddie – as três melhores encarnações do mascote
O Eddie é sem dúvidas o mais icônico mascote da história do Heavy Metal. Não é raro, por exemplo, encontrar pessoas que o conhecem, mas nunca ouviram sequer uma canção do Iron Maiden. Criado no final dos anos 70 pelo artista gráfico Derek Riggs, o monstrengo não precisou de muito tempo para conquistar sua enorme popularidade.

Sabemos que no Maiden nada é por acaso. Por isso, o departamento de marketing da banda sempre aproveitou a figura de Eddie para enviar mensagens e reflexões, fossem elas sutis ou não. Uma das mais legais pode ser interpretada como “insanidade”, “morte” e “ressurreição” da banda em uma trinca de ilustrações da primeira metade dos anos 80.

Iron Maiden: todos os discos, do melhor para o pior

Toda e qualquer publicação que envolve uma lista The Best é bastante complicada de se fazer. Ainda mais quando essa lista é sobre o Iron Maiden! “Contudo, o desafio me foi dado, e usando critérios musicais, resolvi me atrever”, explica Alexandre Timoteo, redator do Iron Maiden Brasil Notícias.

Gosto de lembrar que não sou dono da verdade, e claro e óbvio, os milhões e milhões de fãs da Donzela espalhados por aí possuem suas próprias listas.

Vamos lá: do “melhor” para o “pior”, juntamente com as estimativas de vendas mundiais. Ah, antes que eu me esqueça, este ranking não contempla coletâneas, álbuns ao vivo e bootlegs.

1. Powerslave
O Iron atingiu o seu ápice, musicalmente falando, com esse disco. Faixas como Aces High, 2 Minutes To Midnight ou a épica Rime Of The Ancient Mariner estão – sem dúvidas – em qualquer lista de hinos do Heavy Metal.

Levando-se em conta o tempo bem pequeno que a banda teve para escrevê-lo, pois a turnê de Piece Of Mind terminou em 18 de dezembro de 1983 e em janeiro de 1984 os caras já estavam ensaiando, percebe-se ainda mais a grandiosidade de Powerslave.

Ano de lançamento: 1984
Vendas: 4 milhões de cópias

2. The Number Of The Beast
Não é à toa que aqui temos o disco mais vendido da carreira do Iron Maiden. Musicalmente falando, a proposta não é muito diferente de Killers, porém, a entrada de Bruce Dickinson deu um salto quântico para a banda.

A versatilidade vocal abriu novos horizontes, vide Hallowed Be Thy Name, considerada por muitos fãs a melhor música do Iron Maiden.

Ano de lançamento: 1982
Vendas: 6.5 milhões de cópias

3. Killers
“O canto do cisne” de Paul Di’Anno mostra uma evolução em relação ao 1º álbum. Embora 100?s músicas já eram tocadas desde os anos 70, a entrada de Adrian Smith nas guitarras deu uma qualidade ímpar. Isso tudo com a excelente produção do lendário Martin Birch.

Ano de Lançamento: 1981
Vendas: 3.5 milhões de cópias

4. Somewhere In Time
Em 1986, o mundo do Heavy Metal estava ansioso para ver se o Iron Maiden conseguiria lançar um sucessor à altura para Powerslave. Porém, a banda apostou numa sonoridade – carregada de guitarras sintetizadas – que fez muitos fãs torcerem o nariz.

Contudo, Somewhere In Time trouxe a produção mais cara realizada pela banda até então, e se não bate de frente com seu antecessor, apresentou verdadeiros hinos! Isso sem falar da faixa Alexander The Great, sonho de consumo de 11 em cada 10 fãs no que se diz respeito à execução ao vivo. Foi o disco do Iron Maiden que mais vendeu no Brasil, apesar da estranheza inicial de todos.

Ano de lançamento: 1986
Vendas: 4.5 milhões de cópias.

5. The X Factor
Antes de falar de The X Factor, é preciso se ligar num um detalhe: quando for ouvir este álbum, esqueça os clássicos dos 80’s, pois, as comparações influenciarão a audição. Cautelas devidamente tomadas, a verdade é que o disco de estreia de Blaze Bayley envelheceu muito bem, apesar da incrível e monstruosa estranheza inicial.

Blaze sempre deixou claro que não era e nem seria um clone de Bruce Dickinson. Seus tons graves e o clima sombrio proporcionado pela produção se encaixaram bem, dando ao álbum à característica de ser o mais sombrio trabalho do Iron Maiden.

Ano de lançamento: 1995
Vendas: 1.2 milhão de cópias

6. Piece Of Mind
Eis o início da fase clássica da banda. A proposta musical de Piece Of Mind mostra um Iron Maiden bem mais ousado, em relação aos seus antecessores. Boa parte dessa ousadia deu-se – principalmente – por dois fatores: mudança na formação e abertura para dois novos compositores.

Este disco consolidou uma das parcerias mais prolíferas, em termos de composição, dentro da banda. A dupla Bruce Dickinson/Adrian Smith trouxe uma excelência que bateu de frente com as composições de Steve Harris, vide Flight Of Icarus. O outro diferencial do álbum foi a entrada do baterista Nicko McBrain, que se não tinha a força e feeling de Clive Burr, esbanjava uma técnica ímpar.

Ano de lançamento: 1983
Vendas: 5 milhões de cópias

7. Brave New World
Em 1999 os pilares do mundo da música foram sacudidos. Eram anunciados, após um conturbado período, os retornos de Bruce Dickinson e Adrian Smith à formação da banda, tornando o Iron um sexteto, haja vista que o guitarrista Janick Gers continuaria no time.

E claro: no ano seguinte, um álbum seria lançado para celebrar a reunião. Brave New World inaugura a atual fase do Maiden, trazendo refereências a tudo que a banda já tinha feito no passado, desde músicas diretas, The Mercenary; como faixas progressivas, Dream Of Mirrors; e também as épicas, Nomad.

Ano de lançamento: 2000
Vendas: 2 milhões de cópias

8. Seventh Son Of A Seventh Son
Se Piece Of Mind inaugurou a era clássica da banda, Seventh Son Of A Seventh Son pode ser considerado como o ponto final dessa fase, pois trata-se do último trabalho com o guitarrista Adrian Smith [ele voltaria anos mais tarde].

Com uma temática digna de um filme, trata-se de um grande álbum conceitual que mostra o dilema do “sétimo filho” em lidar com seus problemas. Considerado por muitos fãs como o último grande álbum do Maiden, Seventh Son Of A Seventh Son tem uma sonoridade que lembra Somewhere In Time, no que diz respeito ao uso de teclados, embora não tenha tido o mesmo impacto.

Ano de Lançamento: 1988
Vendas: 3.5 milhões de cópias

9. A Matter Of Life And Death
Se há um trabalho que o Iron Maiden pode ser considerado “bastante progressivo”, diria que é A Matter Of Life And Death. Músicas longas ditam o tom deste disco.

É interessante notar que todas as faixas abordam temas ligados às guerras, contudo não se trata de um álbum conceitual. Apesar de terem músicas com uma média de duração na casa dos 5 ou 6 minutos, ele não se torna cansativo de ouvir.

Ano de lançamento: 2006
Vendas: 650 mil cópias

10. Iron Maiden
Considerado por alguns fãs como o melhor disco da banda, provavelmente haverá estranheza Iron Maiden ocupar a 10ª colocação deste ranking. Mas quero deixar claro que em nada tira o mérito dele.

O trabalho traz músicas bem diretas e cruas, a exceção de Phantom Of The Opera, que se impressiona hoje em dia com sua complexidade, imaginem naqueles tempo? Se tivesse tido uma produção melhor, talvez tivesse alcançado voos mais altos.

11. The Book Of Souls
Até agora, a lista elencou os álbuns que consigo ouvir todas as faixas. Contudo, entrarei em “casa de marimbondo”, pois, os trabalhos daqui pra frente apresentam canções que quero distância. The Book Of Souls é o menos pior desse rol.

Acontece, porém, que essa colocação neste ranking não tira o mérito, haja vista que diversas mídias especializadas o consideram o melhor trabalho do Iron Maiden após Seventh Son. Mas devo confessar que When The River Runs Deep e The Great Unknow não me descem. É um álbum que tem alguns detalhes que, propositalmente ou não, lembram Powerslave, mas isso é papo para um post futuro…

Ano de lançamento: 2015
Vendas: 500 mil cópias

12. No Prayer For The Dying
O começo dos anos 90 trouxe um Iron Maiden apostando numa volta às raízes, com No Prayer For The Dying. Neste álbum temos uma importante mudança na formação: o guitarrista Janick Gers entra no lugar de Adrian Smith, que não concordava muito com a proposta de reviver sonoridades do passado.

Se dependesse de Smith, a banda daria um passo à frente no que foi feito em Seventh Son Of A Seventh Son. Contudo, divergências na pré-produção culminaram na saída do guitarrista. Dos álbuns produzidos por Martin Birch, sem dúvidas este é pior.

Ano de lançamento: 1990
Vendas: 3 milhões de cópias

13. Dance Of Death
Dance Of Death sofre daquela velha sina de ter sido um álbum ansiosamente esperado, haja vista a curiosidade dos fãs em saber se ele seria superior ou igual a Brave New World. Contudo, verdade seja dita: apesar de ser um bom álbum, não manteve a qualidade de seu antecessor.

A coisa começa pela capa, sendo uma das mais toscas da história da banda. Mas sim, há pontos históricos no álbum! Pela primeira vez, os fãs ouviram uma canção escrita por Nicko McBrain, mesmo que em parceria com Bruce Dickinson e Adrian Smith. Temos também Face In The Sand, trazendo Nicko inovando com o uso de pedais duplos.

Ano de lançamento: 2003
Vendas: 1.5 milhão de cópias

14. Fear Of The Dark
Este álbum soou como um Iron Maiden tentando dar uma resposta no sentido de “ainda estamos vivos”, em relação às críticas recebidas por No Prayer For The Dying. A bem da verdade é que temos aqui músicas sensacionais, como Be Quick Or Be Dead ou Judas Be My Guide; e outras igualmente horríveis, como The Apparition e Chains Of Misery.

O clima azedou de quando Bruce Dickinson anunciou que deixaria o grupo no final da turnê de divulgação do disco. Há relatos de shows em que o vocalista estava imensamente desinteressado, praticamente “falando” nas músicas, ao invés de cantar.

Ano de lançamento: 1992
Vendas: 3 milhões de cópias

15. Virtual XI
Lembro-me que as coisas estavam tão feias nessa época, que somente soube que o Iron Maiden tinha lançado um sucessor para The X Factor semanas depois do lançamento oficial, através de um anúncio na revista Placar. Tudo isso porque naquele ano de 1998, meu maior foco era a possibilidade do pentacampeonato da seleção brasileira de futebol, na Copa da França.

Histórias futebolísticas à parte, a verdade é que Virtual XI ou salvaria a pele da banda ou afundaria de vez. O fato é que o disco não manteve pelo menos o clima de seu antecessor. Isso aliado a diversos problemas na turnê culminaram na demissão de Blaze Bayley. O curioso é que duas de minhas músicas favoritas da banda, The Clansman e When Two Worlds Collide, estão nesse álbum. Adicione a elas Futureal, e pode jogar o resto fora.

Ano de lançamento: 1998
Vendas: 700 mil cópias

16. The Final Frontier
Vamos ao último colocado! The Final Frontier meio que tentou pegar carona na vibe progressiva de seu antecessor, A Matter Of Life And Death. Acontece que as canções deixam a audição demasiadamente cansativa.

A capa também merece um destaque negativo, pois afirmo ser a única capa do Iron Maiden sem o Eddie… aquela criatura lá estampada pode ser qualquer coisa, exceto nosso querido mascote. Meus únicos destaques vão para a faixa título, The Talisman e When The Wild Wind Blows…e olhe lá.

Ano de lançamento: 2010
Vendas: 800 mil cópias
Iron Maiden - Official Website




Publicado em: 19/08/2021

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