EM NOME DO GRUNGE

Uma visão sobre a importância do Grunge como o último grande Gênero a escrever um capitulo na história do Rock.

EM NOME DO GRUNGE
Fonte: Divulgacao Grupo Tiozão Rockeiro Facebook.
EM NOME DO GRUNGE

EM NOME DO GRUNGE

Salve salve ouvintes e leitores da Rádio LED FM!

Quem já conhece minha coluna no site e meu trabalho no Facebook e demais redes sociais sabe do tamanho da responsa que tenho ao intermediar e manter relevante qualquer assunto que seja realmente pertinente ao rock....e o assunto dessa semana é.....GRUNGE !

De vez em quando, algum comentário em algum post no Facebook me compele a fazer algo mais do que responder, e me sinto na obrigação de manifestar minha opinião com mais ênfase, principalmente se for referido a algo que sei que irá incomodar outras pessoas além de mim!

No caso, me sinto na obrigação de me posicionar em defesa do meu amado GRUNGE.

É inegável que existe uma galera imensa de fãs do grunge e do movimento de Seattle. Para alguns Rockeiros mais xiitas e radicais pode ter sido uma porcaria, mas, pra muitos de nós marcou uma época!

Históricamente, o final dos anos 60 e começo dos 70 tiveram tiveram o Flower Power. 

Nos anos 70 em si tivemos o surgimento do Glam/ Glitter Rock na Inglaterra, com David Bowie, Marc Bolan, Roxy Music, Velvet Underground, Slade, Sweet, Lou Reed.

Ao final dos 70 para o começo dos 80 tivemos a Explosão do Punk ( Sex Pistols, Damned, Ramones, Dead Boys, The Clash).  Ainda nos anos 80 tivemos a onda das bandas Dark ( The Cure, Sister of Mercy, Bauhaus, Joy Division), todas posteriormente chamadas de góticas. Sem esquecer do pejorativo Hair Metal ou Metal Farofa ( Poison BonJovi, Motley Crue, Warrant, Cinderella, Vixen).

Consequentemente, goste ou não , os anos 90 ficaram marcados pelo Grunge e sua irmandade de bandas ( Nirvana, Temple of the Dog, Green River, Pearl Jam, Soundgarden, Alive in Chains, Candlebox, Tad).

Nos anos 2000 tivemos o New Metal ( Korn, Disturbed, Linkin Park, System of a Down, Kittie, Staind, Mudvayne, Slipknot).

De lá pra cá.....continuam sim surgindo bandas muito boas....mas nada que dê para enquadrar num novo estilo!

Em tempo.....é inegável que muitos dos metaleiros dos anos 80 acabaram pegando gosto pelo grunge. Não adianta.

O que rola de legal hoje em dia é que o reconhecimento da importância cultural das bandas do passado virou uma grande celebração!

Nos anos 80....mesmo com tantas bandas bacanas, mesmo com a melhor safra de música Pop que ja houve numa mesma década, jamais poderíamos imaginar que hoje em dia os anos 80 seriam celebrados com tanto saudosismo!

É lamentável que a maioria dos grandes nomes do Grunge tenham acabado com suas vidas, como Andy Wood, Shannon Hoon , Cobain, Scott Weilland, Cornell e mais alguns outros menos célebres! Mas o recado foi dado e a semente foi plantada.

Pearl Jam jamais aceitou o rótulo de grunge...mas nem por isso desmereceu o gênero! E sim....Eddie Vedder e Dave Grohl são os definitivos dinossauros do grunge, e o fato de Pearl Jam e Foo Fighters não tocarem grunge...é apenas um detalhe que em nada desabona a importância de ambas as bandas.

Ainda no pós-grunge....vieram uma porrada de bandas com um pezinho no gênero...como Creed, Days of The New, Seether, Nickelback, Godsmack, Diswalla, entre muitas outras.

Não é fácil e não é simples instituir um movimento dentro do rock que seja relevante o suficiente pra poder se definir como um novo genero. É preciso muito mais do que duas ou três bandas de destaque....na verdade é preciso conseguir dialogar com uma geração, instituir um conceito mesmo.

Foi o tentou fazer a comunidade adolescente do recente movimento EMO...ou Emocore, que , emprestando um pouco do visual dos góticos dos anos 80, um pouquinho de punk rock, letras invariavelmente tristes e toneladas de distorções de guitarras e vocais guturais, TB deixaram seu capítulo escrito na história do rock recente, e, por mais que o rockeiro tradicional torça o nariz,. bandas como My Chemical Romance, Fall Out Boy, 30 Seconds to Mars, The Used, Thursday e mais uma porrada de outras de menor projeção, conquistaram sim uma porrada de fãs!

 E, pra finalizar...o Rock jamais deixará de ter relevância e história. Ainda que alguns insistam em dizer que o Rock morreu, o fato é que o ROCK é um gênero imortal e atemporal.....e quem foi grungeiro vai ser grungeiro sempre!

Encerro esse texto com algo que é o que me direciona a militar pelo Rock :

Não importa a sua tribo, seja você Grungeiro, Metaleiro, Alternativo, Punk, Rockabilly, Gótico, Black....somos todos Rockeiros! Ponto!

Sandro Guatura

A.k.a Tiozão Rockeiro.